Começa amanhã a edição de verão 2009/2010 do SPFW com o tema Passion Paixão, em homenagem ao ano da França no Brasil (aqui). Uma das grandes atrações da Bienal será a exposição de 33 modelos de alta-costura de Bethy Lagardère. Não conhecia muito bem ela e hoje saiu uma entrevista com a própria no Estado (aqui).
Bethy é mineira e foi ser modelo em São Paulo aos 17 anos. De lá foi para Paris onde desfilou para quase todos os estilistas importantes dos anos 60, entre eles Ungaro, YSL, Laroche e Alaïa. Em Paris conheceu e se casou com o milionário Jean Luc Lagardère (dono de empresas como a Airbus e a editora Hachet Filipacchi, da Elle). Nesta época ela começou a colecionar vestidos de alta-costura. Fina.
Duas coisas que ela fala acho particularmente interessantes. A primeira é sobre alta-costura vs fast fashion: “O mundo moderno não tem paciência de esperar. O consumo é imediatista e a satisfação também – conseqüências da internet. O jeans e o tênis acabaram com a vontade de se apertar num corset. O consumidor não tem informação sobre a relação qualidade/preço, com isso a mão de obra e o savoir-faire se perdem. Um vestido de alta-costura exige paciência pra que ele se realize”.
E a segunda é sobre as rebeldes “it girls” contemporâneas: “Nossa conduta era bastante discreta (...). Mas o mundo muda rápido, as exigências de ontem não são as mesmas de hoje. Pessoalmente sinto que seja assim. Há uma banalização do álcool e das drogas que nunca fizeram parte do meu mundo. O critério de seleção era baseado numa beleza real. O escândalo não fazia parte da nossa publicidade!”.
Clique aqui para ler a entrevista na íntegra.
E para quem ficou com vontade de saber mais sobre ela, o GNT vai passar o documentário "Bonjour Madame" (aqui), sobre a própria, hoje às 21hs.